Resumo: no Espaço Terapêutico Maura Chiattone, na CLN 112 da Asa Norte, a acupuntura infantil e a auriculoterapia em crianças são oferecidas apenas como apoio complementar, sempre com o responsável presente, com o consentimento dele e em diálogo com o pediatra. Elas não substituem o pediatra, o acompanhamento médico ou psicológico, nem outras terapias indicadas para a criança.
Muitos pais e mães chegam até nós com perguntas parecidas: criança pode fazer acupuntura? Usa agulha? Dói? A partir de que idade? Nesta página reunimos as respostas com honestidade, incluindo o que a pesquisa diz sobre segurança, os cuidados que seguimos e como funciona a primeira sessão.
Sempre com o responsável e em diálogo com o pediatra
Nenhuma criança é atendida sozinha. O responsável acompanha toda a sessão dentro da sala, autoriza cada etapa e pode pedir para parar a qualquer momento. Antes de começar, explicamos o que será feito, em linguagem simples, para o adulto e para a criança.
Também pedimos que a família converse com o pediatra que acompanha a criança. O pediatra conhece o histórico, os exames e os medicamentos em uso, e a opinião dele orienta se faz sentido incluir uma prática integrativa como apoio. Se houver alguma condição em investigação, a prioridade é a avaliação médica.
A indicação para cada criança é avaliada caso a caso, junto com o responsável. Não existe uma resposta única que sirva para todas as idades e situações, e por isso não trabalhamos com promessas nem com pacotes fechados de sessões.
Técnicas suaves e sem agulha em primeiro lugar
Com crianças, priorizamos práticas sem agulha. A principal delas é a auriculoterapia com sementes ou pequenas esferas, que são fixadas na orelha com uma fita adesiva e estimulam pontos por pressão. Não há perfuração da pele.
A acupuntura sistêmica, com agulhas finas e descartáveis, só é considerada quando faz sentido para aquela criança, quando o responsável concorda e quando a própria criança aceita. Se houver medo ou recusa, ela não é feita.
O Reiki, prática de imposição de mãos sem contato invasivo, também pode ser conversado com a família como alternativa tranquila, sempre como apoio complementar.
O que a pesquisa diz sobre segurança
Quando o assunto é criança, a primeira pergunta costuma ser sobre segurança. Há pesquisa sobre isso, e ela ajuda a entender por que os cuidados são importantes.
Revisão de segurança em crianças
Uma revisão sistemática publicada na revista Pediatrics em 2011 (Adams e colaboradores) reuniu relatos de eventos adversos da acupuntura em crianças. A maior parte dos eventos foi leve, como dor no local, pequenos hematomas ou sangramento discreto. Os eventos graves foram raros e estavam ligados, em geral, à prática inadequada (Adams et al., Pediatrics, 2011, PubMed 22106073). A lição é clara: formação, higiene, material descartável e prudência fazem diferença.
Um exemplo de limite da evidência
Uma revisão Cochrane de 2011 sobre terapias complementares para enurese (fazer xixi na cama) em crianças encontrou evidência fraca, baseada em estudos pequenos e de qualidade limitada (revisão Cochrane, 2011, PubMed 22161390). Ou seja, ainda não é possível afirmar com segurança o quanto essas práticas ajudam. Por isso, falamos sempre em apoio complementar e mantemos o pediatra no centro do cuidado.
Cautelas que seguimos
- Risco de engasgo: sementes e esferas são pequenas. O responsável deve ficar atento para que a criança não as retire e coloque na boca, e avaliamos com a família se a técnica é adequada para a idade e o comportamento da criança.
- A criança pode recusar ou interromper: respeitamos o tempo e a vontade dela. Se não quiser, a sessão não acontece ou é encerrada.
- Retirada das sementes: explicamos ao responsável como e quando retirar as sementes ou esferas, e elas devem ser retiradas antes se houver coceira, vermelhidão ou incômodo.
- Pele e orelha: não aplicamos sobre feridas, irritações ou áreas machucadas.
- Sem substituição: nenhuma prática feita aqui substitui o pediatra, medicamentos prescritos, psicoterapia ou outras terapias indicadas.
Quando procurar um médico
Leve a criança ao pediatra ou a um serviço de urgência, sem esperar a próxima sessão, se ela apresentar:
- febre;
- dor intensa;
- falta de ar;
- alteração de comportamento, como sonolência fora do comum, irritação persistente ou apatia.
Como é a primeira sessão
O atendimento é feito pela Maura Chiattone, acupunturista e Mestre em Reiki, registrada no CRTH-BR sob o número 8463. Ela atende em Brasília desde 2014 e soma mais de 2.000 horas de certificações em terapias integrativas.
- Conversa com o responsável: a Maura pergunta sobre a rotina da criança, o motivo da busca, o acompanhamento com o pediatra e o histórico de saúde.
- Apresentação para a criança: ela mostra o material, explica o que vai sentir e deixa a criança tocar nas sementes antes, se quiser.
- Combinado de consentimento: o responsável autoriza o que será feito, e a criança sabe que pode pedir para parar.
- Aplicação: em geral, começamos pela auriculoterapia com sementes ou esferas, de forma breve.
- Orientações finais: explicamos ao responsável os cuidados em casa e a retirada das sementes.
Não definimos de antemão quantas sessões serão necessárias. A continuidade é conversada com a família a cada encontro.
Valor e agendamento
A Sessão Multiterapêutica custa a partir de R$ 200, com pagamento em dinheiro ou Pix. Veja mais detalhes em quanto custa uma sessão de acupuntura em Brasília.
- Endereço: CLN 112, Bloco D, Sala 104, Asa Norte, Plano Piloto, Brasília-DF, CEP 70762-540 (veja como chegar em acupuntura na Asa Norte);
- Horário: todos os dias, das 08h às 22h, com agendamento;
- Estacionamento: na rua;
- E-mail: maura.terapeuta@aol.com.
Agende pelo WhatsApp: (61) 98581-2057. Conte a idade da criança e o motivo da busca para que a Maura possa conversar com você antes da sessão.
Perguntas frequentes
A partir de que idade a criança pode fazer?
Isso é avaliado caso a caso, com o responsável e o pediatra. A idade, o comportamento da criança e o motivo da busca entram nessa conversa, assim como o risco de engasgo com sementes e esferas em crianças pequenas.
Dói?
Cada criança percebe de um jeito. Na auriculoterapia com sementes ou esferas não há agulha: a criança costuma sentir uma pressão na orelha, que pode incomodar um pouco. Se houver desconforto, a sessão é ajustada ou interrompida, e as sementes podem ser retiradas.
Ajuda na ansiedade infantil?
Algumas famílias buscam as práticas integrativas para ajudar a criança a ficar mais tranquila, mas não prometemos resultado. Ansiedade que atrapalha a escola, o sono ou a convivência precisa de avaliação do pediatra e, quando indicado, de acompanhamento psicológico. As práticas daqui entram apenas como apoio complementar.
O responsável precisa ficar na sala?
Sim. O responsável fica na sala durante toda a sessão, acompanha cada etapa e pode pedir para parar a qualquer momento.
Substitui o pediatra?
Não. A acupuntura infantil e a auriculoterapia não substituem o pediatra, o acompanhamento médico ou psicológico, nem outras terapias indicadas. Elas são um apoio complementar, feito em diálogo com quem acompanha a saúde da criança.
Fontes
- Adams D, Cheng F, Jou H, Aung S, Yasui Y, Vohra S. The safety of pediatric acupuncture: a systematic review. Pediatrics, 2011. PubMed 22106073.
- Huang T, Shu X, Huang YS, Cheuk DK. Complementary and miscellaneous interventions for nocturnal enuresis in children. Cochrane Database Syst Rev, 2011. PubMed 22161390.
Este conteúdo é informativo e descreve um apoio complementar. Ele não substitui acompanhamento médico ou psicológico, nem as orientações do pediatra.
